Piso salarial dos militares vai depender do governo, afirma Moreira Mendes
Piso salarial dos militares vai depender do governo, afirma Moreira Mendes
“Nós votamos uma proposta bem mais ampla do que a PEC 300”, diz Moreira Mendes, ressaltando que o texto desta PEC foi rejeitado por vincular os salários dos policiais militares e bombeiros de outros estados aos desses profissionais no Distrito Federal.
As principais diferenças entre a emenda aprovada pelo Plenário e a PEC 300 são a diminuição do prazo para implementar o piso - que passa de um ano para 180 dias; e a previsão de um piso nacional provisório até que seja editada uma lei específica. Esse piso transitório será de R$ 3,5 mil para os policiais de menor graduação (soldados, no caso da PM) e de R$ 7 mil para os oficiais do menor posto.
“Quero deixar bem claro, com muita transparência, que isso é apenas a primeira batalha de uma longa guerra. Existem várias outras batalhas a serem vencidas”, avisa o deputado. Ele acrescenta que ainda é preciso votar os destaques e submeter a proposta a uma segunda votação em plenário, o que deve ocorrer nas próximas duas semanas. Após a votação na Câmara, a matéria volta ao Senado e posteriormente vai à regulamentação.
Transposição
Moreira lembra ainda que o processo de tramitação da PEC dos Militares segue o mesmo rito da proposta que garantiu a transposição dos servidores do ex-Território de Rondônia à União. Ou seja, ao final, a proposta vai depender exclusivamente do governo federal para ser colocada em prática. “Essa regulamentação só pode se dar através de lei. Se o governo tiver boa vontade, pode se dar por meio de Medida Provisória, ainda este ano. Como estamos vivendo um momento de pré-campanha eleitoral, é preciso que a população esteja esclarecida a respeito desses assuntos”, conclui o deputado.
Claudivan Santiago – c/ Agência Câmara
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